| Tive que contar até três e joguei o coquetel molotov |
| Pra apagar a marca que nem aguarrás remove |
| Quem dá um dente por mês, em pouco tempo só engole |
| A raiva não digere e só desce o que é mole |
| Vivendo o momento que é bom, levado pela levada |
| Eu boto peso no som, inimigo número dois do inferno |
| Deixei a mente aberta pra juntar o primitivo e o moderno |
| Iluminado, coluna de fogo que arrasa |
| Nada me separa da glória, da segunda casa |
| Um dia fui caça, hoje sou caçador |
| De aprendiz a doutor |
| Como um parto sem dor |
| Nova raça, que não vem pra por panos quentes |
| Meu brilho na cara não é ouro nos dentes |
| Cena perfeita, enquanto um levanta o outro deita |
| Prepara a tua enxada é hora da colheita |
| Viver não só de imagem |
| Um personagem da vida real |
| Vê que essa passagem |
| Te torna imortal |
| Errou, acerta, cochilou, desperta |
| Não pedi licença pra passar |
| A minha porta tá aberta |
| Maior do que antes mas nem perto do tamanho real |
| O que se viu foram as canelas do gigante |
| Maldição chega perto e volta feito boomerang |
| Não pode me tocar |
| Fui marcado com sangue |
| No vale aprovado |
| No estreito aperfeiçoado |
| Eu vou na certa pois eu sei quem esta do meu lado |
| Deixa rolar que um dia |
| Alguém vem pra falar no seu ouvido |
| E te lembrar tudo o que eu já contei |
| Mas não quis escutar |
| Basta esperar que uma hora vem |
| Pra resgatar o que foi perdido |
| Quando eu me achar então tentarei |
| Sem medo de errar |