| Atravessei vários horizontes |
| Na cabeça uma velha canção, no coração um monte |
| De elo, com minha terra, minha xangrilá |
| Aqui me sinto bem, mas meu lugar é lá |
| Levo o conto africano na mochila |
| Passo igual a lua, parto na tranquila |
| A brisa avisa, a mata fala pra mim: |
| «Teu lar é onde cê tá bem, o mundo é seu, neguim» |
| Apreço por quem não deixou sozim |
| Todo mundo tem um preço, só que o meu não é em din |
| Pôr credito no radim |
| Sei lá, vai que Carolina liga pra mim |
| Trago teu riso como benção pra proteger |
| Amor, só vou pra poder voltar pro cê |
| Ritmo doido, já nem percebo lugares |
| Só me sinto mais seguro ao reconhecer alguns olhares |
| Tá firmão com os irmão, suave |
| Sossegadão, uma rima, um salve |
| Na Lapa com o Iky gravando Ad-Libs |
| Tucuruvi, no Kamau ouvindo Madlib |
| No Vale com o Sleep penso em Electrips |
| Perdendo alguns irmãos que vão em Bad Trips |
| Hã, Bloods, Crips, Subs, Riffs, Sample |
| Desde aquela no Aeme o que eu faço é Pro Tempo |
| Só não posso me deixar levar |
| E dar valor pra coisas como o ar |
| Embora bico desfira mentira pra conspirar |
| Tô nem vendo, hoje eu tô na de cantar |
| Mais amena as moça vem me encantar |
| Mais ou menos no horário de encontrar |
| E trabalhar, rapaz |
| De boa, vim ver mais, viver mais |
| Quando você chegar |
| Meu colo é teu lugar |
| Com tanto pra contar… |
| Todos lugar que eu fui |
| Só pensava em você |
| Quando voltar pra te dizer |
| (Outras Palavras) |
| Hoje o dia tá bom |
| Pra, sei lá, ver um filme no Odeon |
| Parar numa mesa de bar, escutar um som |
| Vagar por entre quem trampa |
| Uma folha, uma caneta e mó saudade de Sampa |
| Levantei cedão, desci com as mulher pro calçadão |
| De chinelo e bermudão |
| Minha vida é estrada, solidão |
| Show, amigo, reunião, telefone, televisão |
| Hotel, ideias num papel |
| Recibo de aluguel |
| Prejuízo, dádiva, sorriso, lágrima |
| Vez ou outra um milagre mas é raro |
| (Raro) Como dinheiro de sobra |
| (Raro) Como disposição pra mão de obra |
| (Claro) Como o céu de cada manhã |
| Que me acorda com o Sol lá no banco da van |
| E eu vou ligar pra ver se eles tão bem |
| Se pá confirmar que eu também |
| Preciso comprar um cartão |
| A gente nunca acha quando busca um orelhão |
| Ô, irmão, olha a parada (Ó) |
| Recheio dos biquini nas calçada (Ó) |
| E ó, ela sorri, mais nada |
| Desfila com seu brilho junto ao mar, nossa, malvada |
| Minha plantinha, quem vai aguar? (Hein?) |
| Meus vira-latinha, quem vai cuidar? (Hein?) |
| Pras coisa minha eu preciso voltar (É) |
| Por que a saudade não vai descansar (Ó) |
| Vou levar uma lembrança daqui, tá? |
| Pra você ver que eu não esqueci |
| Olha aqui, tô voltando pra ti |
| Pra matar essa vontade, então vem |